O dom da vida, o dom da Graça!

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Ref.: Romanos 5,20/ Tito 2, 11/ Efésios 2,8-9
Entendemos a Graça de Deus como o favor imerecido, como o dom maior que recebemos: a salvação em Cristo Jesus! Sabemos que não merecemos esse favor, mas Deus, em sua infinita misericórdia, nos concede - através do seu sangue derramado no calvário - o perdão de nossos pecados,  tornando-nos alvos como a neve!  No último mês de outubro, o Bernardo - meu filho amado - completou seu terceiro ano de vida, o que me fez refletir sobre a bênção que foi ser mãe!  Nas minhas devocionais e diálogos com Deus, Ele tem me chamado a atenção para milagre da salvação: além de recebermos o perdão, podemos lançar sobre a cruz do calvário nossas angústias e mágoas, nossos problemas e medos.
Tive uma gravidez difícil, com muitas internações. Poder engravidar foi um milagre divino, a impossibilidade de ser mãe me assombrara desde muito nova e no decorrer da minha vida tive que aprender a lançá-la aos pés da Cruz. Logo após o casamento, engravidei. Eu havia orado anos por isso, pela possibilidade de ter uma família e o Senhor me ouviu e me ensinou: “Filha, buscai a Mim, aceitai a minha Salvação, e todas as demais coisas te serão acrescentadas!”
Quando agradeço a Deus pelo dom da maternidade, Ele me lembra que sempre está persente. Em cada detalhe da minha vida, em cada pedido, em cada problema, em cada provação. Ele me lembra que também faz parte do milagre da salvação a dependência d’Ele; também faz parte da salvação a fé que recebemos e que gera em nossos corações a esperança; também faz parte da salvação os milagres que alcançamos na caminhada cristã.
Vivemos tempos de muitas atividades, muitos certificados, inúmeros aparelhos eletrônicos, muitas opções de diversão, muitas roupas, do profissional completo, juntamos coisas que não conversam entre si - nos dividimos. E,  assim, seguimos nossas vidas colecionando caixas:  a caixa do trabalho, da escola, dos amigos, da família, da igreja. E, da mesma forma, temos colocado a nossa vida cristã em caixas: a caixa do agradecimento, a caixa do pedido, a caixa da comunhão, a caixa do perdão, a caixa do servir, a caixa da compaixão.  Caixas que são acionadas quando achamos necessário e guardadas quando nos convém…
Essas separações que temos feito me incomodam, afinal, todo e qualquer sentimento bom, atitude boa ou realização que alcanço é por intermédio da Graça de Deus, que me deu, através de seu filho Jesus, o direito de ser chamada de filha (João 1,12) e, portanto, de tratá-Lo como Pai. Um Pai misericordioso e poderoso que, mesmo diante da impossibilidade de ser mãe e das dificuldades passadas em uma gestação difícil, esteve comigo, me amou e me abençoou e tudo isso advém da sua Maravilhosa Graça!
Minha oração é que eu não seja uma cristã de caixas, que eu entenda que cada esfera da minha vida é dependente de Deus e que devo lembrar da Salvação a cada dia, a cada conquista, a cada perda, a cada aniversário do Bernardo, pois por Ele, para Ele e d’Ele são todas as coisas!
Agradeço às IPIs de Jardim Novo Osasco, Jardim Veloso e Novo Horizonte - do Presbitério Novo Osasco - pelas orações. Ao Pastor Pedro Teixeira, meu tio, pelo clamor levantado em nosso favor. Ao meus pais, Rev. Dirceu Teixeira e Ester,   e irmãs, Natalia e Giulia, pelo apoio indescritível. Aos meus sogros, Renê e Judite, e cunhados, Tiago e Giseli, pelo companheirismo. Ao meu esposo, Rodrigo, pelo amor análogo ao de Cristo. A todos os irmãos e irmãs que oraram e continuam orando por nós. Agradeço à Deus que, semelhantemente ao dom da salvação, tem me dado muito mais do que eu mereço!
Na paz de Cristo!




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